Página Inicial > Unipampa Institui Grupo de Trabalho Mulheres na Ciencia
Data de publicação 06/11/2020 - 16:24 Atualizado em 06/11/2020 - 16:24 24 visualizações

Unipampa institui Grupo de Trabalho Mulheres na Ciência

O Grupo tem como objetivo discutir e propor à Reitoria políticas institucionais de incentivo e apoio à participação das Mulheres na Ciência

A Gestão da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) dá um passo importante para a criação e consolidação de políticas institucionais de incentivo e de apoio à participação das mulheres na ciência. Na quinta-feira, 5 de novembro, o reitor da Unipampa, Roberlaine Ribeiro Jorge, assinou a Portaria nº 1916, que designa oito pesquisadoras para a composição do Grupo de Trabalho (GT) Mulheres na Ciência da Unipampa.

Atualmente, considerando dados do mundo todo, cerca de 30% dos cientistas do mundo são mulheres. No Brasil este percentual é maior, mas, por outro lado, as mulheres têm dificuldades para ascensão na carreira científica. Elas estão presentes em maioria na iniciação científica, realizam mestrado e doutorado, mas a progressão na carreira é mais lenta em comparação com os homens. Muitas mulheres acabam abandonando a carreira científica, gerando um gap de gênero na ciência e fazendo com que haja mais homens em posições de destaque e tomada de decisão. Segundo a pesquisadora e integrante do GT, professora Pâmela Carpes, muitos fatores podem ajudar a explicar este gap. “É importante que todos tomem consciência de que esse gap existe e que as instituições proponham ações para promover, incentivar e apoiar a participação das mulheres na ciência. Esta participação, além de ser um direito das mulheres, é importante para qualificarmos a ciência”, afirma a cientista.

Evidências recentes indicam que a diversidade nas equipes científicas está relacionada com mais criatividade, qualidade e inovação científica. Para Pâmela Carpes, “a criação do GT Mulheres na Ciência da Unipampa demonstra o reconhecimento da nossa instituição em relação à importância das questões de gênero na academia e na ciência e a intenção de propor ações no sentido de incentivar e apoiar a participação das mulheres na ciência”. Além disso, a docente explica que a criação de políticas institucionais pode contribuir para a maior participação das mulheres na ciência, aumentando a representatividade em áreas onde elas estão sub-representadas e contribuindo para sua progressão na carreira científica, de forma que se possa ter mais mulheres em posições de liderança. “Com mais visibilidade, estas mulheres servem de modelo para meninas e jovens cientistas, demonstrado que a ciência é um espaço plural e para todas e todos. Estas políticas também contribuem para a desconstrução dos estereótipos de gênero e para a equidade de gênero na comunidade científica”, ressalta.

 

GT Mulheres na Ciência da Unipampa

O Grupo de Trabalho Mulheres na Ciência da Unipampa focará em programas de apoio e mecanismos de compensação para manutenção das pesquisas durante a fase da maternidade; na indução de ações que contribuam para a desconstrução dos estereótipos de gênero, a fim de alcançar a equidade de gênero na comunidade científica; em estratégias de aumento da participação de mulheres relacionadas aos processos de avaliação e fomento pelas agências brasileiras, estimulando a participação de mulheres negras e indígenas na comunidade científica. Além disso, o GT busca mitigar preconceitos e barreiras culturais à participação da mulher nas áreas acadêmicas.

Para início do trabalho na Unipampa, foi formado um grupo composto por mulheres de áreas diferentes, que vai desde as ciências humanas, até as biológicas e exatas. Além disso, o grupo conta com mulheres que também pesquisam na área de gênero e ciência, e têm atuado em movimentos nacionais como o Parent in Science, um movimento que surgiu com o intuito de discutir e reconhecer a maternidade como um elemento que atualmente tem contribuído para a sub-representação feminina dentro da ciência, além de auxiliar na criação de estratégias para minimizar o impacto da maternidade na carreira científica de mulheres.

As pesquisadoras que integram o GT são as docentes Ana Paula Manera Ziotti; Caroline Costa Moraes; Eliade Ferreira de Lima; Fabiane Ferreira da Silva; Giulia Alessandra Wiggers Peçanha; Leticia Gindri; Pamela Billig Mello Carpes e Sara Alves Feitosa.

 

Com contribuição de Pâmela Billig Mello Carpes

randomness