Curso de Educação do Campo da Unipampa destaca conquistas no ano letivo de 2025
O curso de Licenciatura em Educação do Campo da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), Campus Dom Pedrito, conquistou diversos destaques no ano de 2025. As coordenadoras do curso Carla Crivellaro e Annie Mehes evidenciam a obtenção da nota 5 no processo de renovação de reconhecimento do Ministério da Educação (MEC), conceito máximo atribuído aos cursos de graduação, e a participação em eventos acadêmicos.
Nos dias 13, 14 e 15 de outubro, avaliadores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC) realizaram a visita de avaliação in loco, analisando documentos institucionais, dialogando com a gestão universitária, coordenação do curso, docentes, discentes e técnicos administrativos, além de conhecerem de perto as práticas pedagógicas desenvolvidas pelo curso. A nota máxima reafirma a qualidade acadêmica, a consistência do projeto pedagógico, o compromisso social da formação ofertada e o trabalho coletivo construído ao longo dos anos, consolidando o curso como referência na área da Educação do Campo.
Outro destaque do ano para o curso foi participar do V Seminário Internacional de Educação do Campo, das Águas e das Florestas (V Sifedoc), realizado de 1º a 3 de outubro, na Universidade Federal da Fronteira Sul (Uffs), em Chapecó (SC). Com o tema “Educação do Campo, Questão Agrária e Justiça Climática Global: para onde caminhamos?”, o evento reuniu universidades, movimentos sociais e comunidades da região Sul do Brasil. A Unipampa participou com uma comitiva de aproximadamente 150 (cento e cinquenta) pessoas, entre estudantes, egressos e professores da educação básica vinculados às formações continuadas do Escola da Terra e do Pampa Alfabetizado.
Segundo as coordenadoras, a participação em espaços formativos e acadêmicos também se reflete no fortalecimento das identidades e saberes dos sujeitos do campo. Nesse sentido, elas destacam a presença de estudantes do curso nos Jogos Universitários Indígenas da Região Sul, realizados no campus da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). “Esses espaços são fundamentais para a valorização dos povos originários e de práticas culturais historicamente invisibilizadas pelo processo de colonização, como modalidades esportivas tradicionais, a exemplo da corrida da tora, do arco e flecha, do cabo de guerra e da luta corporal”, afirmam Crivellaro e Mehes.
Nesse contexto, o curso também celebra trajetórias marcantes, como a de Leonides Leopoldino, professor Kaingang da Terra Indígena do Guarita e primeiro indígena graduado em Educação do Campo pela Unipampa, cuja formação simboliza o compromisso do curso com uma educação intercultural, inclusiva e socialmente referenciada.
Encerrando o ano, o curso integrou a organização do 1º Seminário Pampa Alfabetizado, do 2º Seminário Escola da Terra e da 2ª Mostra das Escolas do Campo do Pampa, realizados nos dias 15 e 16 de dezembro de 2025, em Sant’Ana do Livramento. O evento se configura como espaço de partilha de experiências formativas, reflexão sobre políticas públicas e das aprendizagens construídas coletivamente. A programação reuniu pesquisadores, educadores, gestores, representantes do MEC, universidades brasileiras e uruguaias, escolas do campo e comunidades parceiras.
As coordenadoras do curso agradeceram o apoio que receberam em 2025, da direção do campus, coordenação acadêmica, coordenação administrativa, equipe audiovisual, técnicas/os de diversos setores, ao NuDE, e estudantes do curso de Licenciatura em Educação do Campo. “Em 2026, reafirmamos nosso papel estratégico na defesa de uma universidade pública socialmente referenciada e na consolidação da Educação do Campo como direito, território de luta e projeto coletivo de futuro.”
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