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Data de Publicação 09/01/2026 - 11:43 Atualizado em 09/01/2026 - 11:47 472 visualizações

Egresso da Unipampa alcança nota máxima na Prova Nacional Docente

Formado em Pedagogia e História pelo Campus Jaguarão, Bruno Escalante Ferreira tirou nota 100 no “Enem dos Professores”
Por Aline Reinhardt da Silveira

Nota máxima. Gabaritou. Pontuação 100 de 100. Essas são algumas formas de descrever o resultado obtido por Bruno Escalante Ferreira na Prova Nacional Docente (PND), apelidada de “CNU dos Professores” e “Enem dos Professores”. Bruno é egresso do Campus Jaguarão da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), onde se graduou em dois cursos: Licenciatura em História em 2017, e Licenciatura em Pedagogia em 2021. Foi como pedagogo que ele prestou a primeira edição do exame, realizada em outubro de 2025.

A prova é composta por duas partes: uma de formação geral sobre a Educação, sendo 30 questões objetivas e uma questão discursiva, e uma parte específica, composta por 50 questões de múltipla escolha, voltadas ao conteúdo e às habilidades próprias de cada uma das áreas da licenciatura. O egresso da Unipampa alcançou nota máxima em todas essas etapas. 

Boletim de Bruno Escalante Ferreira na PND                          Egresso da Unipampa tirou nota máxima no exame

Bruno conta que não estudou especificamente para a prova, e que o resultado é referente à sua formação na universidade. “Eu frequentava muito a biblioteca. Os professores passavam algumas leituras obrigatórias, mas eu sempre procurava mais. A riqueza do acervo da biblioteca do campus foi essencial na minha formação. Eu estava sempre com o número máximo de empréstimos da biblioteca. O atendente da biblioteca decorou o número da minha matrícula, porque todos os dias eu retirava livros. Eu acho que essa autonomia de estudar para além do que os professores pediam, foi essencial para o resultado dessa prova”, relata.

Atualmente, ele é professor efetivo de História na rede municipal de ensino de Jaguarão e supervisor na rede estadual do Rio Grande do Sul. Bruno relata que, como tem contrato temporário no Estado, motivou-se para fazer a prova em busca de mais um vínculo efetivo, possivelmente no mesmo município. O ingresso em concursos públicos da área docente é um dos propósitos da PND.

Perguntado se tem alguma dica para os colegas que farão a prova em novas edições, Bruno traz o conselho de um bom professor: entender a educação como um todo, ser muito curioso na área, buscar diferentes referências, ler sobre assuntos diversos. “Não se preparar para a prova em si, mas pensar como aplicar tudo o que estudas no cotidiano da profissão. O resultado da prova será apenas uma consequência dos teus estudos de forma geral”, completa. 

 

Sobre a Prova Nacional Docente

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a iniciativa faz parte do programa Mais Professores para o Brasil, que reúne ações de reconhecimento e qualificação do magistério da educação básica e de incentivo à docência no país. Entre os objetivos do exame, estão subsidiar a União, os estados, os municípios e o Distrito Federal nos processos de seleção e de ingresso no magistério da educação básica pública, aumentando o contingente de professores efetivos e promovendo uma economia de recursos. Outro objetivo é fornecer parâmetros para autoavaliação dos participantes, o que deve colaborar na continuidade de sua formação e inserção no trabalho docente,  além de contribuir na formulação e avaliação de políticas públicas de formação de professores.

O exame foi aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), e ao todo inscreveram-se 1.086.914 professores. Os resultados da PND terão validade de três anos, e, nesta edição, 1.508 municípios, incluindo 18 capitais, além de 22 secretarias estaduais de educação, aderiram voluntariamente à prova, conforme o MEC. Os resultados poderão ser utilizados como forma de seleção de concursos públicos da área ou ainda complementar esses certames em todo o Brasil.