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Data de Publicação 17/07/2019 - 18:04 Atualizado em 17/07/2019 - 18:04 337 visualizações

II Encontro Nacional do Conneabs acontece no Campus Jaguarão

Por Tamíris Centeno Pereira da Rosa

Nos dias 15 e 16 de julho o Campus Jaguarão da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) sediou o II Encontro Nacional do Consórcio de Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros (Conneab). O evento tem como finalidade resgatar a história do Consórcio que em 2019 completa 15 anos, além de entender e traçar estratégias para as pesquisas realizadas pelos pesquisadores negros e pesquisadoras negras, dentro dos Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros (Neab) e grupos correlatos, que trabalham com o enfrentamento do racismo, anticeticismo, homofobia e outras formas de violação que podem acontecer dentro das instituições de ensino superior.

De acordo com a presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores(as) Negros(as) (ABPN), entidade organizadora do evento, Nicéa Quintino Amauro, a ideia do evento é de qualificar e melhorar a organização interna do Conneab. “Então tem várias propostas que vão ser discutidas nos grupos, dentre elas, a implementação de seminários virtuais para formação dos pesquisadores e dos membros dos Neabis. Nós temos também um mapeamento de pesquisadores de diversas áreas, ligados aos Neabis e pesquisadores negros para que a gente possa constituir, por exemplo um banco de dados, então se você precisa de alguém para uma banca você pode  ir naquele Banco e ver quem é a pessoa que trabalha mais especificamente com a temática, que são temáticas inovadoras, ou temáticas emergentes, então a gente espera na verdade aprimorar e qualificar as ações dos pesquisadores e das pesquisadoras negras dentro das instituições de ensino superior, porque a gente sabe que a maioria das pesquisas são feitas lá nas instituições de ensino superior”, contou ela

O aluno do Curso de Relações Internacionais da Unipampa, Jordy Navarrete é um dos fundadores do Neab do Campus Santana do Livramento e explica que a qualidade dos debates foi o que mais chamou sua atenção. “Eu penso numa possível iniciação de pesquisa sobre questões de aplicação de políticas públicas do Brasil, em comparação de outros países, questões de direito comparativo, não sou da área de direito, mas sou da área de relações internacionais, para implantação do Neabi acho que é basicamente o conhecimento com as pessoas, os professores, eu não conhecia alguns autores, conheci algumas pessoas da área e achei isso fantástico”, declarou o aluno.

Para o assistente social da Unipampa, Alan Carvalho, que também faz parte do Neabi de Santana do Livramento, a oportunidade de participar dos Encontros foi muito importante para ajudar a perceber os melhores caminhos a serem cursados. “Tínhamos a impressão de que estávamos muito atrás, e na verdade não, a gente percebe que as nossas ações, nossos engajamentos  já estão muito alinhados com o que vem sendo realizado no Brasil e em alguns aspectos, inclusive, nós estamos um pouco a frente em alguns aspectos. Isso nos serviu de motivador para estimular a continuar nesse caminho, nessa luta, mas também nos mostrou que a gente tem muito ainda para construir, a gente tem bastante coisas para fazer , principalmente nessa questão de institucionalizar os Neabs”.

A professora do Curso de Educação Física da Unipampa, Marta da Silveira, é uma das precursoras sobre os estudos afro-brasileiros na instituição e ressalta que a construção do Conneabi é uma produção a várias mãos e de longa data. “Quando a gente começa a adentrar nas universidades, nesse empoderamento do que é a docência, enfim, de todo esse percurso das instituições e da nossa demanda social e latente que é o combate ao racismo. Então, os Conneabis fortalecem e ao mesmo tempo se enxergam de fora para dentro e de dentro para fora no sentido de acolher as demandas  dos Neabis. Cada um com sua especifidade, cada um com sua questão regional, mas entendendo o que de fato está sendo feito de política para preto e preto universitário em situação discente, docente e técnico-administrativo e como a gente pode caminhar para dar um retorno a sociedade para essas políticas, já que nós estamos hoje em uma minoria muito menos expressiva, mas nós estamos na universidade, então qual o nosso papel de reverter e construir essas políticas”, destaca Silveira.

As atividades do Conneab aconteceram dentro da programação do IV Congresso de Pesquisadores(as) Negros(as) Sul (Copene) e envolveram debates, atividades culturais, mesas redondas e plenárias.

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