Mesa redonda encerra o 17º Siepe com debates sobre o papel da universidade diante das mudanças climáticas
*Com informações de Kendra D´Avila
O último dia do 17º Salão de Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão (Siepe), da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) iniciou com uma mesa redonda sobre o impacto das pesquisas acadêmicas para o presente e o futuro do planeta. O evento encerra nesta quinta-feira, 6, e reúne a comunidade acadêmica no Campus São Borja para apresentações artísticas, debates culturais e a apresentação de quase dois mil trabalhos acadêmicos.
A mesa redonda O impacto das ações de estudantes, pesquisadores(as), professores(as) e extensionistas, e suas investigações, no presente e no futuro do nosso Planeta, a partir do nosso território comum, com os painelistas: Lisianne Pintos Sabedra Ceolin, professora da Unipampa, Campus São Borja, com a abordagem “Mudanças climáticas, direitos fundamentais e o papel da universidade no enfrentamento à emergência climática”; o também da docente da Universidade, Ailton Jesus Dinardi, falando sobre “Investigação das percepções sobre o Bioma Pampa, a partir dos olhares de estudantes em diferentes momentos formativos”; e a geógrafa e agrônoma do Ministério do Ambiente do Uruguai, Ana Inés Antón Piquero, discutiu “El territorio como laboratorio, propósito y aula”. A mediação ficou por conta da professora da instituição, Maria Alejandra Liendo e da técnico-administrativa da Unipampa, Cláudia Vieira Garrido.
Ceolin explicou que a universidade é de extrema relevância para que a mudança em relação às ações que envolvem a crise climática continue a acontecer por escolha e não por catástrofe. De acordo com ela, a Unipampa tem feito seu papel e coordena o projeto do Centro de Inteligência Climática, contemplado com cinco milhões de reais do Fundo do Plano Rio Grande, e há uma série de ações voltadas às mudanças climáticas em andamento. “Estamos cumprindo o papel da universidade na vida das pessoas e dos territórios onde atuamos. O Direito também tem um papel fundamental nesses debates, ajudando a construir políticas e garantir direitos ambientais”, ressaltou ela.
De acordo com pesquisas acadêmicas apresentadas por Dinardi, alunos do ensino fundamental de regiões do Bioma Pampa, não conseguem conectar e estabelecer a realidade do próprio bioma. “Em uma atividade com alunos do sexto ano, foram apresentadas imagens representativas do Pampa, e percebeu-se que muitos estudantes têm dificuldade em conectar o conteúdo trabalhado em sala de aula com a realidade do bioma em que vivem”, concluiu ele.
A engenheira agrônoma e geógrafa do Ministério do Ambiente do Uruguai, destacou que a questão do território pode ser abordada por diversos ângulos, como educação, gestão e propósito. “Por exemplo, o Rio Negro é um laboratório histórico, onde as aulas de exploração transformam os alunos em profissionais mais preparado”. Piquero também ecplicou que as águas que nascem em Bagé são as mesmas que passam pelo Rio Negro.“
As atividades do 17º Siepe terminam hoje com a cerimônia de premiação e o show América do grupo Sonido del Alma Gaucha.
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