Início > Projeto de pesquisadores do nucleo de estudos da vegetacao antartica e aprovado pela agencia
Data de Publicação 05/12/2022 - 08:22 Atualizado em 05/12/2022 - 08:22 198 visualizações

Projeto de pesquisadores do Núcleo de Estudos da Vegetação Antártica é aprovado pela Agência Espacial Brasileira/CNPq

O projeto intitulado “SpaceMoss: Proposição de novo filme fotônico a partir de DNA de Musgos da Antártica”, desenvolvido por um grupo de pesquisadores do Núcleo de Estudos da Vegetação Antártica (Neva) da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), obteve parecer favorável para sua implementação no âmbito da Chamada CNPq/AEB/MCTI/FNDCT nº 20/2022 – Uniespaço. A seleção promovida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), no âmbito da Agência Espacial Brasileira (AEB), ocorreu em agosto e teve seu resultado divulgado em novembro.

Segundo os pesquisadores do Neva, vinculado ao Campus São Gabriel, a proposta recebeu elogios quanto à originalidade e à capacidade de inovação. O fomento aprovado, em cerca de R$ 350 mil, inclui recursos de capital, custeio e bolsas, e contará com a colaboração da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da DBM Engenharia e Desenvolvimento Científico de Santa Catarina, além dos parceiros estrangeiros que já colaboram com o Neva. A proposta foi aprovada na faixa A da presente chamada, sob a linha de Ciências físicas e da vida aplicados a missões espaciais.

A pesquisa visa, por meio de técnicas de purificação, obter gDNA rico em conteúdo GC extraído de musgos antárticos cultivados em biorreatores. Com este DNA serão produzidos biofilmes com propriedades biofotônicas para aplicação optoeletrônica, úteis na área aeroespacial. A ideia partiu do discente do curso de Biotecnologia da Unipampa, Rafael De La Vega, que também realizou os contatos com a professora da UFSC, Viviane Parucker, e com a Dra. Marcia Duarte, da DBM Engenharia.

O projeto será coordenado pelo professor Filipe Victoria, que ressalta a importância da abertura para as discussões científicas entre os pesquisadores. "[Essa abertura] possibilita a geração de ideias inovadoras, reunindo a expertise dos pesquisadores sêniores com a genialidade dos jovens postulantes a carreira científica", afirma Victoria. O docente ainda destaca que: "todos os pesquisadores do Neva contribuíram com as discussões e redação da proposta e, por isso, estão de parabéns pelo trabalho e contribuição para PD&I de nossa universidade".

Para conhecer mais sobre o projeto e outras pesquisas desenvolvidas pelo Núcleo, acesse o site do Neva ou os canais oficiais no Instagram @neva_oficial e @neva_lab.

 

Com informações de Filipe de Carvalho Victoria