Unipampa destaca Libras e direitos linguísticos durante o Setembro Surdo
A Universidade Federal do Pampa (Unipampa) aborda, durante o Setembro Surdo, temas relacionados à Língua Brasileira de Sinais (Libras), à cultura surda, à acessibilidade e aos direitos linguísticos. Atualmente, a Instituição conta com nove docentes surdos, 11 estudantes surdos e 23 tradutores e intérpretes de Libras (TILS), distribuídos em diferentes campi.
O mês de setembro reúne datas de referência para a comunidade surda e para os movimentos que atuam na defesa de direitos, entre elas o Dia Internacional das Línguas de Sinais, em 23 de setembro, e o Dia Nacional dos Surdos, celebrado no dia 26.
Como parte das ações relacionadas ao Setembro Surdo, docentes da Unipampa produziram um vídeo que apresenta o significado do período e contextualiza as principais datas relacionadas à comunidade surda ao longo do mês. A produção é narrada pela professora Paula Maiane Penna e aborda temas como Libras, cultura surda, acessibilidade e direitos linguísticos. O vídeo está disponível no link: https://www.youtube.com/watch?v=bsA5feXjRy4
Para a professora da Unipampa, Keli Krause, que é surda, o período também é uma oportunidade para ampliar o conhecimento sobre a diversidade existente entre as próprias pessoas surdas. Segundo ela, não há uma única experiência de surdez, já que trajetórias, identidades, experiências linguísticas e formas de comunicação podem ser diferentes.
Krause destaca que, para muitas pessoas surdas sinalizantes, a Libras ocupa um lugar central na comunicação e na participação nos diferentes espaços sociais. A língua possui estrutura própria e não corresponde a uma tradução direta da língua portuguesa.
A professora também chama a atenção para a trajetória dos movimentos surdos na defesa de direitos relacionados à educação, à acessibilidade linguística, ao trabalho e à participação social. Entre as pautas estão a ampliação do acesso à Libras, a presença de tradutores e intérpretes e a produção de conteúdos e materiais acessíveis.
Na Unipampa, os tradutores e intérpretes de Libras atuam na mediação linguística entre Libras e língua portuguesa em atividades acadêmicas e institucionais. O trabalho desses profissionais integra as ações de acessibilidade voltadas à comunidade surda.
Outro aspecto destacado por Krause é que não existe uma língua de sinais universal. Diferentes países e comunidades desenvolveram suas próprias línguas de sinais, com características linguísticas específicas. No Brasil, a Língua Brasileira de Sinais é a Libras.
Datas relacionadas à comunidade surda
O Dia Internacional das Línguas de Sinais, celebrado em 23 de setembro, chama a atenção para a diversidade das línguas de sinais e para sua importância na garantia de direitos linguísticos e de acesso à comunicação.
Em 26 de setembro, é celebrado o Dia Nacional dos Surdos, data relacionada à história de mobilização da comunidade surda brasileira e às discussões sobre Libras, acessibilidade, educação e participação social.
Já em 30 de setembro, o Dia Internacional da Tradução também permite destacar a atuação de profissionais que trabalham com diferentes línguas. Nesse contexto, estão os tradutores e intérpretes de Libras, responsáveis pela mediação linguística em diferentes situações de comunicação.
Para Keli Krause, o Setembro Surdo reúne memória, identidade, cultura e mobilização por direitos. A professora ressalta que conhecer a Libras e compreender as diferentes experiências das pessoas surdas são aspectos importantes para ampliar a acessibilidade linguística e a participação social.
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