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Data de Publicação 27/02/2021 - 12:59 Atualizado em 27/02/2021 - 14:44 606 visualizações

Unipampa emite Nota Pública sobre a nova classificação sanitária no Rio Grande do Sul

A Universidade Federal do Pampa (Unipampa) emite Nota Pública sobre a classificação sanitária de bandeira preta no Rio Grande do Sul. Leia o texto a seguir:

 

Nota Pública 

Saudamos toda a comunidade acadêmica, ao mesmo tempo que trazemos orientação sobre o momento pandêmico do Estado do Rio Grande do Sul, de modo especial, ao que nos atinge enquanto Instituição.
 
Todos nós acompanhamos a manifestação do governador do RS, no dia 25 deste mês, instituindo a classificação sanitária de bandeira preta em todas as regiões do Estado. A medida traz a intencionalidade de diminuir a velocidade do avanço das infecções do novo coronavírus no RS. O respeito às medidas, as quais se relacionam à classificação de bandeira preta, passa a valer a partir deste sábado, dia 26, e se estenderá, pelo menos, até dia 7 de março.
 
É fato que uma situação como essa, de bandeira preta, nos atinge primeiramente de forma particular e familiar, mas também protela a expectativa de nos aproximarmos de forma segura ao momento em que poderemos retomar nossas atividades presenciais e ao convívio com nossos ciclos de amizade e colegas, fora do âmbito remoto.
 
Todos aguardamos por esse momento. Temos a consciência de que o que vivemos é desafiador em todas as dimensões que podemos considerar. A restrição do convívio presencial, do abraço, do aperto de mão faz falta e pesa sobre todos nós. Ou seja, aumenta o nível de nossa resiliência frente a esse estado pandêmico.
 
Mas o que significa estar sob uma bandeira preta em estado de pandemia? 
Significa que:

1) atingimos um risco altíssimo de contrairmos o vírus;
2) que a capacidade das UTIs chegou próxima do limite para atender à demanda de atendimento frente a alta velocidade de infectividade viral associada à COVID-19. Lembremos que esse limite é estabelecido pela razão de leitos livres sobre leitos ocupados por pessoas acometidas por Covid-19 em UTI de hospitais distribuídos no alcance geopolítico do RS que, buscando salvaguardar minimamente a capacidade de atendimento, estabeleceu que, quando essa razão estiver menor ou igual a 0,35, acusa classificação sanitária de bandeira preta. Atualmente, o Estado está muito próximo desse valor.
 
Em outras palavras, viver sob a condição de uma bandeira preta quer dizer que o número de indivíduos infectados é alarmante, onde a necessidade de se aumentar o nível de cuidado e cumprimento ao distanciamento controlado se faz imperiosa. Dessa forma, a medida procura conscientizar os cidadãos e cidadãs para um estado pessoal de alerta máximo no convívio social, de modo particular, procura aumentar o grau de atenção e a reforçar o cumprimento dos protocolos e das regras sanitárias.
 
O que muda na UNIPAMPA? 

Na verdade, reforça as medidas já estabelecidas em nossos documentos desde que decretado o estado pandêmico, os quais procuram proteger a saúde de nossos servidores. 

Segundo o Decreto 55.766 do Governo do Estado do RS, datado do dia 25 deste mês, o ensino superior só pode funcionar de forma remota, à exceção das atividades práticas essenciais para conclusão de curso na área de saúde e conclusão de curso de pós-graduação: pesquisa, estágio curricular obrigatório, laboratórios e plantão. Entretanto, tais atividades só poderão se efetivar a partir da elaboração do Plano de Contingência pelos COE-Locais, com seu respectivo registro e aprovação pela autoridade sanitária estadual (coe-seduc@educar.rs.gov.br), associada à deliberação da Reitoria da UNIPAMPA.
 
Em consonância com a disposição acima, reiteramos que cabe a Reitoria e os gestores dos campi, orientar a comunidade acadêmica sobre as atividades que serão afetadas. Nesse sentido, a Reitoria e o Comitê de Monitoramento da COVID-19, historicamente, ofereceram e continuarão a prover orientações adicionais de manter a nossa comunidade segura.
 
Contudo, estimada comunidade, não queremos, pela obrigação que nos impõe, deixar uma atmosfera de pesar. Ao contrário, o cuidado com que temos trabalhado e nos dedicado, ao lado de cada um de vocês, nos deixa em estado de esperança e certeza de que a UNIPAMPA tem prestado um serviço diferenciado à sociedade ao longo da pandemia e inquebrantavelmente continuaremos a superar esses desafios. 
 
Por uma realidade que não nos permite realizar mais que já temos realizado, fazemos uma leitura muito positiva, pois, mesmo frente a tantas adversidades, seguimos com nossos trabalhos; ajustados, é verdade; que nos exigem mais, também é verdade; mas que temos conseguido desenvolvê-los, dentro do limite que nos é possível.
 
Cabe recordar que, desde o início da pandemia, houve um esforço institucional para capacitação de nossos docentes a essa nova realidade do trabalho remoto, ações para oportunizar e instrumentalizar novas tecnologias (tanto para docentes quanto para discentes), esforço para diferentes modalidades de bolsa e auxílio aos estudantes, pactuação de trabalho entre as chefias e seus servidores, sem contar com as diferentes frontes de trabalho na atuação direta e indireta contra o avanço da pandemia.
 
Com absoluta certeza aprendemos e continuamos a aprender muito com a pandemia, situação que, obviamente, seria melhor que não existisse. Mas, sem dúvida alguma, apesar de toda situação que temos que sobrepujar, se demonstra e se traz à tona, claramente, nossa capacidade de resiliência, de adaptação e de compromisso com a sociedade.
 
Finalmente, ao mesmo tempo que contamos com a compreensão de todos(as) vocês, agradecemos por tudo que o conjunto das ações institucionais tem promovido às comunidades dos campi da UNIPAMPA. E também reforçar nosso ânimo frente a todos esses desafios associados à pandemia, mas, ao mesmo tempo, reforçar nosso compromisso e cuidado com a saúde de cada um(a) de nossos(as) servidores.
 

Roberlaine Ribeiro Jorge e Marcus Vinicius Morini Querol

              Reitor                                   Vice-reitor
 
 

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