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Professor do Campus São Borja é premiado no Concurso Cultural Pindorama
Data de publicação 16/04/2026 - 20:08 Atualizado em 16/04/2026 - 20:11
Por Kátia Seckler

Na noite de quarta-feira, 15 de abril, foi realizada a cerimônia de premiação do Concurso Cultural Pindorama, 2025/2026, promovido pela Universidade Federal do Pampa, Unipampa, em parceria com a Universidade Federal da Integração Latino-Americana, UNILA, Universidade Federal de Pelotas – UFPEL, Universidade Federal Fronteira Sul – UFFS e Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR. O concurso tem como objetivos principais incentivar a reflexão artística e valorizar a produção cultural local e regional. O Prêmio é concedido desde 2021 e costuma abordar assuntos que instiguem o pensamento crítico diante de temáticas sociais.

Na edição de 2025/2026, a proposta para reflexão foi “Cultura e Clima: Artes para reimaginar futuros”. As categorias em que os participantes poderiam inscrever seus trabalhos foram divididas em: poesia, fotografia, curta-metragem, videodança, vídeo-carta e música. Cumpre salientar que as inscrições eram gratuitas e poderiam concorrer: participantes da comunidade externa às instituições de ensino – pessoas sem vínculo com as universidades promotoras, acadêmicos da Unipampa e Universidades parceiras (UNILA, UFFS, UFPR, UTFPR e UFPel), servidores das Universidades envolvidas no projeto e estudantes de ensino médio.

Na categoria poesia, o professor Marcelo Rocha, da Unipampa, São Borja, recebeu o primeiro lugar com o poema “O clima ao avesso”, em segundo lugar ficou o servidor Leandro Silveira Fleck, de Itaqui, com o poema “Pra que serve a poesia?”. O professor Marcelo já havia participado de outras edições do prêmio, recebendo o primeiro lugar nos anos de 2021, com o texto “Panelaço” e, em 2024, com o poema “Antes que desabe o céu”.  Marcelo Rocha é professor do Curso de Publicidade e Propaganda, escritor e atua na Unipampa, Campus São Borja, desde 2008.

Confira, abaixo, o poema premiado:

 

O clima ao avesso

 

O rio que atravessa

esse poema ao meio

corre em seu próprio leito,

com águas que já não bebo,

e margens em desalento.

A ave que cruza esse céu de cinzas

voa meio sem jeito.

A fumaça sufoca a poesia,

foge todo o passaredo,

some o canto da cotovia.

A chuva que molha este texto que escrevo

carrega ácido e medo;

em um pesadelo que já conheço

por mãos de metal e cobre

 e um clima pelo avesso.

No espelho em que vejo esse mundo doente

todos pagamos o preço;

a humanidade que sente,

pois somos parte do mesmo mundo

e o mundo é parte da gente.

Professor Marcelo

Professor Marcelo Rocha

Professor Marcelo