Início > Acs Entrevista Roberlaine Ribeiro Jorge Candidato Ao Cargo de Reitor Da Unipampa
Data de publicação 25/07/2019 - 16:23 Atualizado em: 25/07/2019 - 16:24 98 visualizações

ACS entrevista Roberlaine Ribeiro Jorge, candidato ao cargo de reitor da Unipampa

A Assessoria de Comunicação Social (ACS) da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) dá sequência a publicação das entrevistas com os candidatos ao cargo de reitor(a) da instituição. O objetivo é conhecer as propostas dos docentes que participam do processo de Consulta à Comunidade Acadêmica, que ocorrerá no dia 28 de agosto de 2019, das 9h às 21h, nos dez campi e reitoria da Universidade.

De acordo com o sorteio realizado presencialmente no dia do debate entre os candidatos, em 09 de julho de 2019, no Teatro Prezewodowski, na cidade de Itaqui, a terceira entrevista a ser publicada é com o professor Roberlaine Ribeiro Jorge, da Candidatura nº 03 – A Unipampa que almejamos.

As perguntas são idênticas para todos os concorrentes, enviadas ao mesmo tempo e com igual prazo de retorno. As respostas são de inteira responsabilidade dos candidatos, publicadas na íntegra e sem edições por parte da ACS.

 

ACS: Por que o senhor decidiu pela candidatura a reitor da Unipampa?

Roberlaine Jorge: Devido a história construída na Unipampa, como docente, conselheiro no CONSUNI, coordenador de curso e diretor, acreditando na potencialidade da Unipampa e da sua comunidade acadêmica. A Unipampa pode ser muito maior, mais organizada e conseguir objetivos maiores. A Unipampa que almejamos surge de um grupo grande de pessoas representantes da comunidade, e de todas as áreas da Universidade, todos os campi e da Reitoria. Estará ao meu lado nessa caminhada o prof. Marcus Querol como Vice-Reitor.

 

ACS: Caso seja o escolhido, quais serão os principais eixos de seu plano de gestão?

Roberlaine Jorge: Os eixos principais são: ensino (graduação e pós-graduação), pesquisa, extensão, gestão e assistência estudantil. Dentro de cada um desses eixos, as Pró-Reitorias Acadêmicas e Administrativas deverão estar estruturadas, assumindo o protagonismo as acadêmicas no planejamento estratégico da Universidade. A prioridade estará na comunidade acadêmica e as Pró-Reitorias Administrativas atuarão como um importante e essencial suporte para o desenvolvimento das atividades acadêmicas.

 

ACS: Como pretende articular o tripé: ensino, pesquisa e extensão?

Roberlaine Jorge: A Unipampa realiza diversas ações nesses eixos, porém muitas delas ocorrem de forma desarticulada. Nesse sentido a implementação via curricularização é uma das formas mais efetivas de integração do ensino, pesquisa e extensão, somada a editais que promovam a integração e o diálogo dos atores desses três eixos. As políticas das Pró-Reitorias Acadêmicas devem estimular a participação dos docentes e TAEs nesses três eixos, permitindo que todos estejam no mesmo patamar de relevância.

 

ACS: Na área da pesquisa e pós-graduação, como o senhor pretende administrar a crise de investimentos para continuar produzindo conhecimento e contribuindo para a formação de uma sociedade melhor?

Roberlaine Jorge: Inicialmente a Universidade deve entender a Pesquisa e Pós-Graduação (PG) como fundamentais. Um programa bem definido de estímulo a iniciação científica (IC) é essencial. A IC será a base da Pesquisa e PG. Posteriormente, fortalecer os Programas de PG existentes com fomento interno da Unipampa, valorizando o nosso Pesquisador, para no futuro poder atrair fomento externo.

 

ACS: Como o senhor pretende enfrentar os maiores problemas que afetam a Unipampa?

Roberlaine Jorge: Um dos maiores problemas da Unipampa é a falta de motivação dos servidores. Temos um corpo docente, TAEs e terceirizados de alta qualidade, e muitos deles se sentindo desvalorizados. A desmotivação dos servidores resulta na evasão, queda de produtividade e absenteísmo. O enfrentamento deve ser feito por meio da maior integração entre os servidores de uma forma geral, aproximando a Reitoria e os campi, promovendo a qualificação e a maior humanização do ambiente de trabalho.

 

ACS: Como pretende trabalhar a questão da evasão/retenção na graduação?

Roberlaine Jorge: O enfrentamento da evasão e retenção deve estar entre as prioridades, e as ações devem ser imediatas e estar dentro do planejamento estratégico da Unipampa. A criação de projetos e ambientes de ensino-aprendizagem mais atrativos aos discentes, espaços de convivência e o estímulo ao envolvimento em atividades voluntárias, de pesquisa e extensão são ações que repercutem diretamente na retenção e evasão.

 

ACS: Quais suas propostas para a Assistência Estudantil?

Roberlaine Jorge: Os recursos do PNAES não tem sido suficientes para atender os 10 eixos previstos, ficando grande parte destinado ao pagamento do Restaurante Universitário (RU). Para que todos os eixos possam ser atendidos minimamente, há necessidade de uma reestruturação da PRAEC, maior aporte financeiro e a efetivação de parcerias. Nós temos vários exemplos bem sucedidos de parcerias na área de saúde, esporte e cultura nos campi da Unipampa.

 

ACS:  Qual sua ideia sobre os recentes comentários por parte da equipe do Governo Federal de tirar a gratuidade das Pós-Graduações?

Roberlaine Jorge: Atualmente a legislação não prevê esta possibilidade. Somos totalmente contra a mudança da legislação e temos que mobilizar a sociedade para que assim se mantenha. Para a Unipampa, no contexto regional que está inserida, pela característica dos cursos e pelo seu papel de desenvolvimento regional conforme sua lei de criação e seu PDI, a gratuidade da Pós-Graduação tanto strictu sensu como latu sensu é essencial.

 

ACS: Como o senhor vê a questão da autonomia universitária no atual contexto brasileiro?

Roberlaine Jorge: A autonomia vem sendo ameaçada e todas as lideranças da universidade e da sociedade em geral devem se mobilizar para reagir, mostrando verdadeiramente o que representamos para a comunidade em que estamos inseridos. A nossa autonomia é essencial para que sejamos uma instituição democrática, dando voz a todos os seus coletivos, sendo assim uma instituição pública, gratuita, inclusiva e de excelência acadêmica.

 

ACS: Tornar a Unipampa uma instituição reconhecida pela sua qualidade é uma meta comum de toda a comunidade acadêmica. Como pretende dar mais visibilidade à Unipampa?

Roberlaine Jorge: Teremos visibilidade quanto mais qualidade nossas ações tiverem. Cursos de qualidade são o ponto de partida. Como dito anteriormente valorizar a pesquisa, inovação e a extensão para fortalecer a pós-graduação é o nosso principal foco. Assim teremos inserção na sociedade e maior visibilidade regional, nacional e internacional no médio e longo prazo. A ACS é o principal agente de divulgação, para tanto requer uma restruturação para que possa prestar esse serviço com toda a qualidade.

 

ACS: Os recentes contingenciamentos das verbas universitárias foram pauta de muitas discussões dentro e fora da academia. Sobre o tema, como o senhor pretende fazer a Unipampa crescer ainda mais, mesmo com essa diminuição no orçamento?

Roberlaine Jorge: Os contingenciamentos só poderão ser enfrentados com coragem e planejamento, e a partir daí colocar em prática as ações necessárias para mitigar o impacto. O engajamento da comunidade é muito importante, caso contrário, a nossa atividade fim passa a correr risco. Por isso o diálogo permanente com a comunidade e com o governo federal é fundamental. Enquanto gestores devemos buscar parcerias com outras instituições de ensino superior dentro e fora do país e de fontes externas de financiamento.

 

ACS: É de conhecimento da comunidade acadêmica a carência de acessibilidade nas unidades universitárias. Levando em conta os escassos recursos disponíveis para investimento na Unipampa, como o senhor pretende aprimorar as condições para pessoas com deficiência?

Roberlaine Jorge: Os recursos do PNAES deveriam atender essas demandas, todavia, as verbas são escassas, havendo a necessidade de maior aporte, seja por incremento do PNAES ou da matriz orçamentária da Unipampa. Infelizmente parte dos nossos prédios possuem problemas de acessibilidade e pela obrigatoriedade legal, os recursos devem ser buscados junto ao MEC, bancadas e outros órgãos federais.

 

ACS: Quais as propostas inovadoras da sua candidatura?

Roberlaine Jorge: Criação da Agência de Pesquisa e Inovação Tecnológica; Pró-Reitorias Acadêmicas e Administrativas mais integradas ao ensino, pesquisa e extensão (editais conjuntos); Apoio para criação do DCE; Comissão Permanente do PDI; Unipampa Cidadã para integrar a comunidade; Gabinete itinerante; Compartilhamento de acervo bibliográfico com outras IES; Check-in do RU; Mobilidade docente. As propostas serão debatidas e ajustadas para atender as especificidades de cada campi.

 

ACS: Por que a comunidade acadêmica deve escolher pela sua candidatura?

Roberlaine Jorge: Há um descontentamento de grande parte da nossa comunidade e  a proposta da Chapa 3 foi e está sendo construída para atender as necessidades. Nós queremos uma Unipampa reconhecida como referência. Traremos uma gestão humanizada, respeitando as peculiaridades de cada campi, tendo como prioridade ensino, pesquisa, extensão e assistência estudantil. Reconhecemos que há muito a fazer, os campi precisam de uma reitoria mais atuante, mais presente, comprometida com a coletividade.