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Data de publicação 18/05/2026 - 15:01 Atualizado em 18/05/2026 - 15:04 108 visualizações

Startups da Unipampa e Proinove participam do Gramado Summit 2026

Startups de diferentes campi da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) participaram do espaço Sebrae Startups durante o Gramado Summit 2026, realizado entre os dias 6 e 8 de maio de 2026, apresentando soluções inovadoras em diferentes áreas do conhecimento e ampliando conexões entre universidade, pesquisa, tecnologia e empreendedorismo. 

No evento, a Universidade também fez parte do painel “Deep techs no Brasil: o que trava e o que pode destravar?”, com participação da Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo (Proinove). Entre as startups ligadas à Unipampa, participaram do Gramado Summit 2026 DermaVet, Biografeno-Pampa, LeishCalc, Tuna Semicondutores, FertPampa e o hub BIPA. 

A startup DermaVet desenvolve um curativo multifuncional de mesmo nome voltado ao manejo de lesões em animais, integrando cicatrização, ação anti-inflamatória e tecnologia inspirada em bioativos do Bioma Pampa. A PampaDermavet é uma iniciativa desenvolvida no Laboratório de Farmacologia e Farmacometria (LABFAR) da Unipampa Campus Uruguaiana, coordenado pela professora Sandra Elisa Haas, e que conecta pesquisa científica, inovação e saúde animal. O grupo ressalta que a participação na Gramado Summit 2026 possibilitou apresentar a solução desenvolvida em saúde animal, fortalecer conexões com representantes do ecossistema de empreendedorismo, ciência, tecnologia e inovação, além de participar de discussões sobre o desenvolvimento de deep techs no Brasil.

Camila Pacheco (PampaDermavet), Cássia Nespolo (PROINOVE), Pedro Santos da Silva (PampaDermavet)

Já a Biografeno-Pampa apresentou filtros condutivos para silos de grãos, voltados à redução de poeira e riscos de incêndio, ampliando a segurança e a eficiência no armazenamento de grãos. Liderada pelo CEO Augusto Cezar Dotta Filho, a startup desenvolve a tecnologia em parceria com o Campus Uruguaiana e o LABFAR, coordenado pela professora Sandra Haas. Durante o evento, a equipe apresentou o protótipo, com destaque para o baixo consumo de energia na produção, o alinhamento com princípios de química verde e o potencial de alta eficiência na captura de partículas em silos.

Rogério de Assis Brasil (Assessor Técnico da SICT-RS), Augusto Cezar Dotta Filho (Biografeno-Pampa), Mat

Também desenvolvida com apoio da Unipampa, a LeishCalc foi apresentada como uma ferramenta de apoio à decisão clínica no manejo da leishmaniose canina, aproximando tecnologia, pesquisa científica e prática veterinária. O aplicativo auxilia médicos-veterinários na individualização terapêutica, integrando cálculo automatizado de doses, estadiamento clínico da doença e acompanhamento do histórico dos pacientes, com foco em maior precisão e segurança terapêutica. O LeishCalc é uma iniciativa também desenvolvida no LABFAR no Campus Uruguaiana, que conecta ciência, saúde digital e inovação em medicina veterinária. A participação no evento proporcionou troca de experiências com representantes do ecossistema de inovação, empreendedorismo e desenvolvimento tecnológico, fortalecendo a comunicação entre universidade, ciência e mercado.

Rogério de Assis Brasil (Assessor Técnico da SICT-RS), Fernanda Melo de Oliveira (LeishCalc), Tamara Ramos Maci

Por sua vez, a Tuna Semicondutores apresentou seus projetos de conversores analógico-digitais (ADCs) e front-ends analógicos totalmente personalizados no evento. A startup atua no desenvolvimento de núcleos de IP e soluções de ADCs utilizando fluxos de projeto e tecnologias de semicondutores padrão da indústria. A empresa é uma spin-off originada do grupo de pesquisa GAMA da Unipampa e atualmente está incubada no PampaTec, Campus Alegrete da Unipampa.

Emerson Rizzatti (PampaTec), Diego Mattos, Gabriel Ogawa, Matheus Carvalho (Grupo de Pesquisa GAMA), Vitor Almada (P

Atuando a partir do Campus Bagé, a FertPampa apresentou sua proposta de nanotecnologia e sustentabilidade aplicada à agricultura no espaço Sebrae Startups. A startup desenvolve hidrogéis biodegradáveis superabsorventes voltados à disponibilização de umidade e à liberação gradual de nutrientes indispensáveis ao crescimento e estabelecimento de cultivares. O projeto está vinculado ao Grupo de Pesquisa Engenharia de Processos em Sistemas Particulados, sob orientação da professora Gabriela Silveira da Rosa, tutora acadêmica. Segundo Luisa Bataglin Avila, da FertPampa, a participação no evento possibilitou criar conexões, trocar ideias e experiências, além de dar visibilidade à startup e à Unipampa, parceira da iniciativa no programa Doutor Empreendedor, da Fapergs. A equipe destacou ainda que a participação, viabilizada por meio do programa Inova Pampa, proporcionou contatos para futuras parcerias.

 Luisa Bataglin Avila (FertPampa)  

Também ligada à Unipampa, a startup BIPA apresentou sua proposta de hub de inovação social voltado à agregação de valor e à qualidade na produção de alimentos e produtos artesanais com identidade do Bioma Pampa. A participação da startup no evento foi viabilizada pelo programa Inova Pampa, do Inova Biomas Sebrae. Larissa do Prado Lopes e Alice Leivas, discentes da Unipampa Campus São Gabriel, sob orientação da professora Cássia Nespolo, destacaram que o evento representou uma oportunidade para identificar futuras parcerias e potencializar as ações que já vêm sendo desenvolvidas, especialmente com foco no empreendedorismo feminino.

Foto: Larissa Lopes (BIPA), Cássia Nespolo (PROINOVE), Alice Leivas (BIPA).

 

Proinove/Unipampa e DermaVet em painel sobre deep techs

 

A Unipampa participou do painel “Deep techs no Brasil: o que trava e o que pode destravar?”, promovido pelo Sebrae RS e realizado na Arena Negócios da Gramado Summit 2026, no dia 6 de maio. O painel reuniu representantes do ecossistema de inovação para discutir desafios e oportunidades das startups de base científica e tecnológica no Brasil.

 Camila Pacheco (DermaVet), Carlos Eduardo Aranha (Sebrae RS), Cássia Nespolo (PROINOVE) e Sandro Cortezia (Ventiur).

A mediação foi conduzida por Carlos Eduardo Aranha, gerente de inovação do Sebrae RS, com participação de Sandro Cortezia, CEO da Ventiur e membro do Tecnopuc, Cássia Nespolo, pró-reitora adjunta de Inovação e Empreendedorismo da Unipampa, e Camila Pacheco, CEO da DermaVet, startup originada na Unipampa Campus Uruguaiana.

Entre os temas debatidos estiveram o tempo de maturação das deep techs, o acesso a investimentos, as validações técnicas e a conexão com o mercado. Cássia Nespolo destacou a importância das universidades públicas na geração de tecnologias com potencial de impacto econômico e social, além da necessidade de fortalecer ambientes e iniciativas voltadas à inovação. Em linhas gerais, as deep techs são startups e empresas focadas em inovações que se baseiam em descobertas científicas complexas, pesquisas de laboratório e engenharia avançada.

Camila Pacheco compartilhou a experiência da DermaVet como startup surgida da pesquisa acadêmica, abordando os desafios da transformação do conhecimento científico em negócio. Já Sandro Cortezia ressaltou que deep techs exigem modelos de apoio compatíveis com ciclos mais longos de desenvolvimento e alta complexidade tecnológica.

Para a pró-reitora adjunta da Proinove, a participação da Unipampa no painel evidenciou a presença da Universidade nas discussões sobre inovação no Rio Grande do Sul e destacou iniciativas desenvolvidas nos campi que vêm aproximando pesquisa, tecnologia e empreendedorismo.