UNIPAMPA apresenta experiências de extensão em saúde infantil no Congresso Brasileiro de Pediatria
O cuidado com o bebê antes do nascimento e a informação sobre saúde nas ondas do rádio foram temas de dois trabalhos da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) apresentados no 42º Congresso Brasileiro de Pediatria, realizado de 13 a 17 de outubro, em Belo Horizonte (MG). Desenvolvidas pela Liga Acadêmica de Pediatria (Laped), do Campus Uruguaiana, as experiências de extensão foram compartilhadas em formato de pôster.
Os trabalhos abordam ações realizadas em parceria com o Centro de Saúde da Mulher de Uruguaiana e a Rádio São Miguel. As iniciativas envolvem docentes e estudantes na orientação de gestantes e familiares e na produção de conteúdos sobre saúde da criança e do adolescente.
Cuidado que começa na gestação
O trabalho “Consulta Pediátrica Pré-Natal: Estratégia Inovadora de Cuidado Pediátrico nos Primeiros Mil Dias de Vida” apresenta uma iniciativa que aproxima as famílias do acompanhamento pediátrico ainda durante a gravidez. Desenvolvido com o Centro de Saúde da Mulher de Uruguaiana, o projeto promove consultas e atividades educativas sobre aleitamento materno, cuidados com o recém-nascido, prevenção de agravos e parentalidade positiva.
Segundo a professora do curso de Medicina, Fernanda Ferreira Fagundes, as atividades combinam acolhimento, escuta e orientações baseadas em evidências científicas, considerando as necessidades e os saberes das famílias. A proposta busca contribuir para a preparação para a chegada do bebê e incentivar o início oportuno da puericultura, acompanhamento voltado à saúde, ao crescimento e ao desenvolvimento da criança.
Informação pelo rádio
A comunicação com a comunidade é o foco do trabalho “Ações Educativas para a Promoção da Saúde da Criança e do Adolescente por Meio da Rádio: Relato de Experiência”. A iniciativa utiliza o programa UNIPAMPA Debates, da Rádio São Miguel, para compartilhar informações científicas em linguagem acessível.
Sob orientação docente, os estudantes selecionam temas relevantes para a população, revisam informações científicas e elaboram os conteúdos apresentados no programa. O objetivo é ampliar o acesso a orientações confiáveis sobre saúde infantojuvenil e aproximar o conhecimento acadêmico do cotidiano dos ouvintes.
Para Fagundes, as duas experiências também contribuem para a formação dos estudantes ao desenvolver habilidades de comunicação, educação em saúde e trabalho em equipe, com aplicação do conhecimento científico em situações relacionadas às necessidades da população.
“Essas parcerias fortalecem a integração entre universidade e comunidade, ampliam o alcance das ações educativas e demonstram o papel social da extensão universitária na promoção da saúde”, afirma a docente.
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