16º Siepe: maior evento científico da Unipampa recebe apresentação de 1.348 trabalhos
Por Ana Carolina Conceição e Emanuelle Bueno
O 16º Salão de Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão (Siepe), que está ocorrendo de 22 a 24 de outubro na Universidade Federal do Pampa (Unipampa), Campus São Borja, é um momento único para os estudantes exporem os seus conhecimentos e expandirem olhares. Os participantes se inscreveram, assim como nas edições anteriores, em duas modalidades para compartilharem suas pesquisas: apresentação de trabalho e pôster. Os trabalhos apresentados no evento são enviados para a Comissão Científica na forma de resumo simples ou expandido. Nos três dias de evento, foram apresentadas 774 exposições orais e 574 pôsteres, distribuídas em 15 sessões que ocorreram em três turnos nos prédios acadêmicos 1 e 2 do Campus. Ao todo, foram 1.348 trabalhos aprovados para apresentação nas categorias de ensino, pesquisa, extensão, cultura, inovação e empreendedorismo.
O Siepe é considerado o maior evento científico da Universidade e, este ano, discutiu especialmente as potencialidades, inovações, biodiversidade e clima sobre o bioma Pampa. Ao longo dos anos, o evento se mostrou de extrema importância para a Instituição. Nesta edição, pela primeira vez, São Borja foi sede do Salão. Cerca de 1.500 trabalhos foram submetidos.
As apresentações de trabalho, tanto oral quanto pôster, começaram na tarde de terça-feira, 22, e finalizam hoje à tarde, 24. Os estudantes se mostram animados e com alta expectativa para suas apresentações, bem como para assistirem as apresentações dos outros alunos e colegas.
A estudante de nutrição, Campus Uruguaiana, Nathaly Fuenzalida de Lemos, expôs a pesquisa “Características demográficas e de trabalho de extensionistas rurais brasileiros na promoção da alimentação saudável” em formato de pôster. A acadêmica ressalta a relevância das apresentações em iniciativas como o Siepe: “Eu acho que o evento é muito importante porque podemos mostrar um pouco das nossas pesquisas, que acabam influenciando positivamente em vários níveis. Também podemos disseminar o conhecimento que, às vezes, achamos que é pequeno, mas que muitas pessoas desconhecem”.
Na área de Ciências Sociais Aplicadas, a estudante de Jornalismo, Campus São Borja, Gabriela Antunes, participou com pôster de sua pesquisa “A dicotomia na abordagem midiática do futebol feminino e masculino no Globo Esporte”. Para a acadêmica, a importância de participar do Siepe é valorosa, principalmente, pela “troca de conhecimentos entre todos os cursos e campi da Unipampa, pela questão da diversidade de assuntos. Então, quando apresentamos, mostramos um pouco da nossa área, do mesmo jeito que absorvemos a perspectiva do outro”.
O compartilhamento de conhecimento não seria completo sem a devida atenção à inclusão e acessibilidade, aspectos fundamentais para a participação igual de todos. A estudante Beatriz Alves participou de seu primeiro Siepe com apresentação de pôster e trabalho oral com as pesquisas intituladas, respectivamente: “Experiências vivenciadas em um ambiente para animais desabrigados durante a enchente de 2024 em Ururuaiana-RS e “Deficiência, autismo e neurodiversidade: construindo ações anticapacitistas na prática acadêmica e na saúde”. Acadêmica do curso de Medicina, Campus Uruguaiana, Beatriz relata que possui distrofia neuromuscular, condição que afeta tanto os músculos quanto os nervos, sendo necessárias duas intervenções cirúrgicas em seu quadril. A estudante avalia positivamente a gestão da acessibilidade do evento, principalmente pela preocupação da comissão organizadora: “antes de começar o evento já entraram em contato comigo procurando saber o que eu precisava de inclusão, de acessibilidade, e eu achei muito importante, pois esse cuidado tem que ser levado adiante, principalmente no nosso dia a dia acadêmico”, reflete.
Ao longo dos três dias de evento, 25 salas de aula, laboratórios e gabinetes de apoio técnico, todos equipados com recursos de informática e audiovisual, receberam os estudantes para compartilharem suas pesquisas científicas. Além disso, um prédio acadêmico inteiro foi utilizado para a receber 20 oficinas e minicursos ministrados por professores e acadêmicos em diversas áreas do conhecimento.
Apoio e fomento
O evento também conta com o apoio de importantes órgãos de fomento, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs), com apresentação de pesquisas que recebem fomento desses órgãos. Além disso, a Instituição recebeu três avaliadores do CNPq: professores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Leandro Souza da Silva e Everton Picolotto; e, professora da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Angelita da Silveira Moreira.
Prêmio Cardeal Amarelo
A partir das 13h, será realizada as cerimônias de premiação e encerramento do 16º Siepe no Auditório do campus I. Haverá transmissão ao vivo no Youtube da Unipampa e nas salas 1207 e 2202. Dos 1.348 trabalhos inscritos, 40 foram indicados ao prêmio Cardeal Amarelo, que premiará cinco trabalhos, sendo um por categoria: ensino, pesquisa, extensão, inovação e cultura. Todos os trabalhos indicados ao prêmio devem ter sido apresentados de forma oral durante o evento. Apenas os trabalhos submetidos por acadêmicos dos cursos da Unipampa podem concorrer ao prêmio.
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