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Data de Publicação 04/05/2022 - 16:01 Atualizado em 05/05/2022 - 16:14 618 visualizações

Inpi concede patente de invenção à Unipampa por embalagem biodegradável

O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) concedeu à Universidade Federal do Pampa (Unipampa) a carta-patente a uma embalagem ativa biodegradável desenvolvida em mestrado da Universidade. A concessão do documento é a etapa final do processo de proteção da invenção e significa o atendimento de todos os pré-requisitos de patenteabilidade: novidade, atividade inventiva e aplicação industrial. A titularidade da patente foi concedida no dia 19 de abril de 2022 pelo período de 20 anos a partir da data de depósito, que foi 28 de junho de 2018.

A invenção foi de um “Filme Bioativo Antimicrobiano à Base de Carragenana e Extrato de Oliveira", que é uma embalagem ativa biodegradável para uso em alimentos com a finalidade de prolongar a sua vida útil. A embalagem é produzida a partir de algas vermelhas e extrato de oliveiras, que atuam para evitar o crescimento de micro-organismos. Além do aumento da segurança no consumo e da diminuição no uso de conservantes, a embalagem biodegradável é uma alternativa que colabora com a redução de acúmulo de lixo e a preservação ambiental. O produto foi desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Engenharia da Unipampa (PPEng), Campus Bagé, pela aluna de mestrado Thamiris Renata Martiny, em conjunto com as professoras Gabriela Silveira da Rosa, Caroline Costa Moraes, discentes Vitória Olave de Freitas, Priscila Baruffi Ribeiro e Barbara de Zorzi Silva. O projeto contou também com a parceria do docente da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Claudio Martin Pereira de Pereira, e da pesquisadora Bruna Silveira Pacheco.

Filme Bioativo Antimicrobiano à Base de Carragenana e Extrato de Oliveira - Divulgação

Segundo a professora Gabriela Rosa, a conquista é um marco muito importante para o Grupo de Pesquisa e para a Unipampa. “A concessão indica que o Inpi avaliou e aprovou o pedido de patente, confirmando que o trabalho desenvolvido pelo grupo tem potencial inovador”, afirma. A docente destaca ainda que esse resultado reconhece que as pesquisas desenvolvidas dentro da universidade têm potencial para serem utilizadas pela sociedade.

No contexto da utilização de biopolímeros e extratos naturais, o Grupo de Pesquisa de Engenharia de Processos em Sistemas Particulados (GPEPSP) da Unipampa tem desenvolvido, nos últimos anos, diversos estudos voltados à identificação, quantificação, e extração de compostos bioativos presentes em diferentes produtos naturais, como frutos e folhas, principalmente endêmicos ou economicamente relevantes na região geográfica em que o grupo se insere. O GPEPSP tem desenvolvido também diversos estudos na formulação de materiais biopoliméricos, principalmente voltados à proteção e conservação de alimentos e utilização de biopolímeros de fontes renováveis e abundantes.

De acordo com a Divisão de Inovação Tecnológica (DIT), setor que faz parte da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Proppi) e que é responsável por todos os processos administrativos junto ao Inpi, a concessão da Carta-Patente enalteceu o trabalho realizado pelos pesquisadores. “A relevância acadêmica do processo de patenteamento reside no sentido de proteger ideias e projetos dos pesquisadores e da Universidade, garantindo com isso a segurança de que as tecnologias serão utilizadas pelos inventores, até a transferência de tecnologia”, explica a equipe da DIT, envolvida no processo. As cartas-patente conferem a propriedade intelectual dos inventos de titularidade da Unipampa, para uso aplicado pelos interessados, mediante licenciamento. Como retorno, a Universidade recebe royalties, divididos com os inventores. 

 

Com informações de Gabriela Silveira da Rosa

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