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Data de publicação 16/09/2021 - 13:57 Atualizado em: 16/09/2021 - 13:57 46 visualizações

Movimento Parent in Science é um dos finalistas do Prêmio Nature - Mulheres Inspiradoras na Ciência

Por Aline Reinhardt da Silveira

O Movimento Parent in Science, que tem importante participação de docentes da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) em sua constituição, é um dos finalistas do Prêmio Nature - Mulheres Inspiradoras na Ciência. Promovido por uma das mais renomadas editoras científicas do mundo, a Nature, em parceria com  a The Estée Lauder Companies, o prêmio tem por objetivo celebrar e apoiar as conquistas das mulheres na ciência, e de todos aqueles que trabalham para incentivar meninas e mulheres jovens a se envolverem com ciência e que trabalham para apoiar as mulheres a permanecerem na carreira científica em todo o mundo. O Movimento Parent in Science é o único representante da América Latina entre os finalistas da categoria de organizações.
Os finalistas foram divulgados pela Nature em 14 de setembro, e o resultado final será conhecido em outubro.

Sobre o Movimento Parent in Science

O Movimento Parent in Science foi fundado em 2016 por Fernanda Staniscuaski, pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mãe de dois filhos na época. Com o passar do tempo, o grupo se expandiu. Hoje é formado por um Núcleo Central, do qual fazem parte quatro docentes da Unipampa (Pâmela B. Mello-Carpes, Giulia Wiggers, Alessandra Tamajusuku Neis e Eliade Lima), além de um grupo de embaixadoras/embaixadores. “Hoje somos 90 cientistas mães e pais de 53 diferentes instituições brasileiras, dedicando nosso tempo para promover mudanças sistêmicas em nossas instituições de ensino, agências de fomento e outras organizações públicas”, comenta Pâmela Mello-Carpes. Para conhecer mais sobre o Parent in Science, é possível acessar o site do movimento.  

A professora e pesquisadora destaca que os cientistas mães e pais reunidos no Parent in Science (PiS) resolveram encarar a missão de trazer conhecimento sobre uma questão que, até então, era ignorada no meio científico: os impactos da parentalidade na carreira científica. “Desde a criação do movimento, apresentamos dezenas de seminários e palestras em diferentes cidades, levando para todo o Brasil a discussão sobre maternidade e carreira. Fomos pioneiras no levantamento de dados para avaliar, profundamente, as consequências da chegada dos filhos na carreira científica de mulheres e homens, em diferentes etapas da vida acadêmica.  Realizamos um levantamento extensivo sobre os impactos da pandemia de COVID-19 na vida de cientistas aqui no Brasil.
Nossas ações levaram a mudanças concretas no cenário científico brasileiro, trazendo a maternidade para o centro da discussão”, explica Mello-Carpes. 
Hoje, diferentes editais de financiamento consideram os períodos de licença-maternidade na análise de currículos, inclusive na Unipampa. Além disso, o CNPq incluiu a informação sobre a licença maternidade no Currículo Lattes a partir da mobilização impulsionada pelo Parent in Science. “Um tremendo avanço, graças à mobilização do nosso grupo e seus apoiadores!”, avalia. 
Ela avalia a indicação para este prêmio, capitaneado por uma das mais importantes revistas científicas do mundo, como um grande reconhecimento ao trabalho do Movimento PiS. “Certamente aumentará ainda mais a visibilidade da causa que o movimento discute”, pontua.

Com informações de Pâmela B. Mello-Carpes